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Pandemia reforça urgência da formação continuada

Letramento integra formação continuada

 

Com a suspensão das aulas presenciais no ano passado, em decorrência da pandemia da Covid-19, muitos professores despreparados para o uso da tecnologia digital tiveram que apelar para o improviso e para a criatividade. Na emergência, certamente foi melhor do que nada. Mas agora que o chamado ensino híbrido parece ter chegado para ficar, evidencia-se a carência de uma política de formação continuada para os docentes que precisam trabalhar e interagir com alunos da era digital.


- Apenas gravar aula em vídeo não é ensino híbrido – advertem os professores Carla Fernanda Ferreira, do Rio de Janeiro, e Wellington Fraga, de Tocantins, entrevistados pelo Canal Futura no podcast Chão de Escola.


Os dois especialistas defendem a formação adequada de professores para o uso da tecnologia na personalização do ensino e na facilitação da autonomia dos estudantes.


Esta é também uma das ações importantes do Instituto Jama, que juntamente com a Fundação Imed vem investindo no programa Letramento em Programação, desenvolvido pelo Instituto Ayrton Senna e voltado para a preparação de professores e gestores educacionais para a transformação digital.


A formação continuada, necessária em qualquer categoria profissional, tornou-se indispensável e urgente para a atividade docente, até mesmo para que os professores não sejam surpreendidos por mudanças abruptas como esta última determinada pela pandemia. Precisa, portanto, não apenas ser acelerada pelos administradores de políticas públicas de educação, mas também ser assimilada pelos próprios mestres como fator de sobrevivência profissional e de qualificação pedagógica.